Os tipos de tumor mais comuns serão representados, assim como alguns tipos mais raros, assegurando que, independentemente da especialidade de cada participante, haverá temas de interesse para todos.
No âmbito do cancro do pulmão, aguardam-se novidades no que respeita às terapêuticas dirigidas, nomeadamente sobre a gestão das resistências aos inibidores da tirosina cinase, assim em relação aos novos métodos de avaliação do perfil molecular, como as biopsias liquidas. Contudo, as atenções estão centradas na imunoterapia “que já demonstrou uma eficácia considerável em algumas doenças, nomeadamente no cancro do pulmão”, afirma o Prof. Doutor Christoph Zielinski. Segundo o especialista da Medical University of Vienna, cujo trabalho de investigação tem estado focado no cancro do pulmão, “a eficácia destes fármacos está, atualmente, a ser testada num elevado número de doentes com várias doenças oncológicas, tanto em monoterapia, como em associação”. A par dos agentes anti-CTLA-4 e dos anti-PD-1 já disponíveis, outros estão prestes a entrar em campo, dirigidos a outros alvos e com a missão de potenciar a resposta imunitária contra as células tumorais, mais uma vez, tanto em monoterapia como em associação.
Na perspetiva do Dr. Ignacio Melero, “a maior parte dos oncologistas e hematologista compreende que este campo é, provavelmente, a principal área de progresso, pelo menos nestes últimos cinco anos, capaz de alcançar uma melhor eficácia terapêutica”. O especialista e investigador da University of Navarra e do Centre of Applied Medical Research, em Pamplona, Espanha, “tendo em conta os dados até agora disponíveis, temos todas as razões para estarmos otimistas. Estamos no início de algo que parece extremamente promissor e, para já, é muito difícil prever até onde conseguiremos chegar”. O Dr. Ignacio Melero vai mais longe e reconhece que “os resultados até aqui alcançados são espetaculares e, em alguns doentes, fomos muito além das expectativas. Assistimos à estabilização da doença, a respostas duradoiras, e a um grande benefício em termos de prognóstico”.
Por todos estes motivos, a imunoterapia será um tema transversal neste congresso.





