Verificou-se que cinco anos após o diagnóstico, a cirurgia radical esteve associada a melhores taxas de sobrevivência global. Ainda assim, menos de metade dos doentes incluídos neste registo tinha sido submetida a tal procedimento.
“A ênfase na preservação do órgão levou a uma redução da utilização da cirurgia. Neste contexto, a quimio e a radioterapia tornaram-se terapêuticas- padrão para os tumores da cabeça e do pescoço nos casos não elegíveis para cirurgia, mas também em alguns doentes que podiam ser operados”, afirmou o especialista. Com a evolução das técnicas cirúrgicas, incluindo o desenvolvimento de procedimentos minimamente invasivos, o Dr. Chih-Tao Cheng defende que é necessário revisitar as várias opções terapêuticas e verificar as taxas de sobrevivência nos diferentes grupos de tratamento.
Independentemente do tipo de tumor, os doentes que tinham feito cirurgia radical nas fases iniciais da doença apresentavam uma maior probabilidade de sobrevivência aos cinco anos após o diagnóstico. Nos doentes operados que tinham tumor da orofaringe em estádio III, a sobrevivência aos cinco anos foi de 50% e nos doentes não operados foi de 48%. Nos doentes em estádio IV submetidos a cirurgia, foi de 51% e nos não operados foi de 40%.
As diferenças foram ainda mais significativas nos doentes com tumores da hipofaringe. Nos que tinham doença em estádio III e que foram operados, a sobrevivência aos cinco anos foi de 54% e nos não operados foi de 33%. Nos doentes em estádio IV, foi de 39% nos que fizeram cirurgia e de 26% nos que não foram operados.





