texto Catarina Jerónimo
A ESMO está a deixar de ser uma sociedade meramente europeia, mas sim uma sociedade mundial com uma larga participação de profissionais fora da Europa. “Está a abranger culturas, formas de estar e formas de ver diferentes”, afirma o vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO), referindo ainda que se pondera a abertura a mais profissionais, não só oncologistas, mas para todos os que trabalham na área da saúde, interessados e motivados na luta contra o cancro.
E, adianta o especialista, “vamos passar a ter um congresso anual a partir do próximo ano”. O Congresso Anual da ESMO decorre em Copenhaga em 2016 e, no ano seguinte, em Madrid.
Relação com a SPO
“A SPO é o interlocutor principal da ESMO e Portugal”, afirma o Dr. Paulo Cortes, destacando a assinatura de um acordo de filiação conjunta entre as sociedades congéneres, em 2014. “Os sócios portugueses já têm uma facilidade de reciprocidade de entrada na ESMO. Há muito mais a ser trabalhado”, declara.
Oncopolicy
O ESMO National Representative português apresenta ainda um projeto piloto em Oncopolicy, no qual Portugal vai ser um dos três países participantes. “Pretende-se fazer uma avaliação das necessidades do nosso País e saber como podemos interagir com o apoio da ESMO e com as nossas autoridades nacionais, para que os nossos doentes tenham níveis e padrões de qualidade iguais, ou melhor até, que nos outros países”.
Jovens oncologistas
Por fim, o especialista considera fundamental a participação dos jovens oncologistas em congressos internacionais e a presença nos grupos e associações e sublinha a importância do networking realizado nestes encontros e ambientes científicos. “Esta é uma ideia muito cara à ESMO e à SPO”, afirma concluindo que este é um projeto em envolvimento e que “tem condições para se relançar no próximo ano”.
